sábado, 23 de outubro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Novidades

Sei que estive algum tempo ausente daqui, mas as novidades são estas:

- Mudei de casa (daqui a pouco há dois meses)
- Entrei na universidade :D

Em relação à casa: adaptei-me bem, já estou completamente à vontade e nem imaginam as saudades que eu tinha de ter uma janela em condições e acordar com luz natural no quarto. Só ainda não conheço muito bem as ruas da cidade, mas lá vou conseguindo chegar a casa, nem que seja de boleia com algum dos meus ex.mos académicos ou de mini-bus.

Em relação à universidade: estou super contente! Mas acho que as praxes merecem um post à parte eheh. Ontem tive jantar de curso e foi BRUTAL! :D Logo conto melhor, vou descansar um bocadinho que estou toda partida :p

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

(não tenho título onde caiba tanta ternura)

Às vezes lembro-me de ti com pequenas coisas. É engraçado, porque tenho sempre montes de recordações das pequenas diferenças das pessoas e guardo-as a todas com ternura. Então, quando se trata de ti, multiplica-se e soma-se mil até chegar ao nosso infinito +5 *sorriso*
Hoje, depois do almoço, enquanto comia melancia lembrei-me de que só deitas fora as pevides pretas e comes as outras. Lembrei-me de ti a comer no quintal da outra casa, o sumo escorrendo pelas mãos e de imaginar pequenas sementes de melancia a crescerem no teu estômago (ahahah). E depois lembrei-me da mania irritante que tens de conservar um caroço de azeitona, cereja, seja o que for, na boca durante horas. Lembrei-me das tuas mãos grandes e braços fortes à minha volta, tenho sempre saudades do teu toque. Tens também os pés grandes, o que, não sei porquê, enternece-me, porque és um gigante com sorriso de miúdo. O meu gigante. E estava para aqui agora a pensar nisso tudo, e na tua cara de sono engraçada de há bocado, e lembrei-me desta fotografia. Gosto tanto dela. A tua expressão, o meu sorriso de menina (que tu dizes ser o mesmo a minha vida toda, de acordo com as fotos), o pacote do leite e a taça de cereais ali no canto, a barba que tinhas naquele dia. Não sei, apenas gosto de tudo. Gosto do jeitinho com que falas comigo às vezes, só comigo. Dos abraços apertados. De na outra noite quereres levar-me a um sítio para eu procurar coisas bonitas para o quarto, de depois teres conduzido até ao jardim para ver se abria à noite. Já estou a escrever mais do que queria, mas raios, que se lixe. Apetece-me escrever sobre ti. É que, sabes, és a pessoa mais importante do mundo (para mim). Seria de pensar (no caso de algumas pessoas) que ao fim de um ano e dez meses este amor que carrego no coração teria começado a diminuir devagar, assim como os carinhos, as palavras bonitas, os momentos, o tempo dedicado um ao outro. Mas não. Cada dia aumenta mais e mais. Sempre fomos um pouco diferentes das outras pessoas. Falamos, mas falamos mesmo, e escutamo-nos um ao outro. Aprendemos e crescemos mutuamente. Cuidamos um do outro. Às vezes acho que és a pessoa mais bonita do mundo, porque te vejo, por dentro e por fora, tal como és. Sem deixar nada de fora. As qualidades, os defeitos, as pequenas coisas, as grandes coisas. E, digo-te, amo-te assim. E sabes quando me abraças de pé e eu fico com a cabeça encostada ao teu coração, agarrando-te, enquanto me apertas com força? Ou quando me chamas para o teu colo e me abraças e seguras? Os teus abraços são os melhores do mundo; fazem-me sentir: segura, amada. E quando me beijas, quando a minha pele se arrepia sob as pontas dos teus dedos, quando me dizes palavras-chave que eu fico a olhar para ti (com uma expressão que consigo sentir, mas que nunca vi, pois só a faço contigo) com os sentimentos a transbordar do coração e as emoções todas à flor da pele, sabes? Amo isso. Acho que nunca te disse estas pequenas coisas. Mas eu sou feita de pequenas coisas, gestos, expressões, palavras. Em tudo, presto um pouco mais de atenção aos pormenores. Uma coisa ali, outra acolá. Sou assim. Lembro-me que comes só as pevides pretas da melancia e da forma como sorris e os teus (bonitos) olhos castanhos acompanham, que a Sara me oferecia sempre um pacote de leite com chocolate no primeiro intervalo e da forma protectora como ela costuma passar a mão na minha cabeça, que a Inês consegue fazer-me rir ao fim de cinco minutos zangada com ela e do cheirinho do cabelo dela, que o Joel tem aquela mania de abraçar as pessoas quando elas estão menos à espera (nomeadamente eu) e todas as pulseiras (que eu adoro) que ele usa nos braços, que o Nelson tem cócegas nas costas e que o cabelo dele faz pequenos caracóis (quer ele queira, quer não), que a Mariana é mais sensível do que as pessoas pensam e me chama sempre "Maria" (coisa que chama desde o sétimo ano, mas como ela às vezes diz "a minha Maria" eu enterneço-me e pronto), que a Vanessa faz os melhores bifes com natas e da forma como ela defende o que quer com unhas e dentes (espero que não te importes que fale de ti, quero dizer, também não sei porque te havias de importar). Lembro-me de tanta coisa!
Sabes, amo-te. Amo-te tanto! (e eu sei que já devia estar a dormir shiiiiu)

Sonhos azuis para todos,


(e obrigada a quem ler tudo até ao fim ihih, visto que me alonguei bastante)

sábado, 28 de agosto de 2010

.

Isto magoa. Magoa e muito. A sério que sim.

(e eu sou uma idiota por ficar assim. Que é que isto tudo interessa se te tenho a ti?)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Haunted Home

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Nim

São as últimas horas desta semana fora, de manhã já estarei de volta.
É engraçado como aos poucos me vou apercebendo de que sou mais parecida contigo do que julgava. Durante esta semana senti-me sempre estranhamente nostálgica, meio triste, meio alegre. Tinha saudades de muitas coisas, de algumas que nem sabia ter. Foi estranho comer cereais na mesma taça onde comia quando era pequenina, tomar banho com as cortinas das baleias e dos peixinhos, ouvir música naquela aparelhagem, tocar em objectos que preencheram a minha infância e recuperar muitas recordações. Foi estranho, mas tão bom. Talvez por isso estive sempre tão quieta, tão calada, tão pensativa. Tenho saudades de como as coisas eram, às vezes acho que já só somos sombras do que éramos antes. Ainda continuo a deixar para último 4, como se 4 ainda fosse um número relevante. Como se conseguisse não apagar por completo a existência de uma família que se desmoronou com o passar dos anos. Descobri que sentia mais a tua falta do que imaginava, de receber mimos, de aprender coisas contigo, de descobrir o mundo. Umas das coisas que sempre mais gostei foram as nossas conversas, sempre me inspiraram. A maior parte do que sou hoje devo-o a vocês. A ti. Obrigada pela semana e por tudo.

Serei sempre a tua nim, pai.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Beijaflor

Onde foste? Não te encontro.
Perdeste as asas que te dei? É que nunca mais vieste voar comigo.